5 modos rápidos de se identificar uma fraude intelectual

  • Abuso de self-selling pessoal e grupal: Sempre suspeite quando alguém propuser evidências anedotais como “A diferença é que eu penso logicamente…”, “Eu aceito as evidências…”, “Eu penso ceticamente”, “Os ateus pensam assim…” ou ainda promessas utópicas como  “O mundo terá mais paz com o ateísmo”. O que há de comum a todas essas alegações? São “carteiraços” dados para ganhar vantagem no debate. Imagine que duas pessoas estão discutindo a libertação de um preso. Uma delas apresenta vários argumentos e a outra simplesmente diz “Você está errado, porque a diferença é que eu sou um defensor da justiça e os direitos humanos”. E onde estão as evidências disso? Qualquer bom argumentador sabe que evidência anedota tem valor zero como argumento. Não caia no truque de quem quer se vender como o bonzinho ou o sábio da história.
  • Ignorância quanto ao âmbito da Ciência: essa é uma crença estimulada por “gurus” do pseudo-ceticismo, que acham que a Ciência um dia poderá responder todas as questões da humanidade e que “A única forma de se conseguir conhecimento é através do Método Científico”. A Ciência serve só para estabelecer relações quanto ao empírico, não servindo para julgamentos éticos, estéticos, metafísicos, lógicos e validação da matemática, etc. E se a Ciência é a única forma de conseguir conhecimento, sendo essa uma frase expressando uma forma de conhecimento também, qual é a evidência cientifica disso?
  • Distorção e Quote Mining: consiste em pegar partes do seu discurso e mudar o sentido do que foi dito. Por exemplo, quando alguém alega “NINGUÉM tem provas de que Deus existe” e você diz “É possível pensar que alguém possui provas da existência de Deus. Não entrevistamos todos para saber”. O próximo passo é distorcer o que você disse, pegando só a parte do discurso que interessa e manipulando, como: “alguém possui provas da existência de Deus –> ah é? Então prove essa sua alegação, babaca!”
  • Inversão de Planos na discussão: Tentar misturar os vários planos de conhecimento (cientifico, filosófico, teológico, etc.)Para discutir se Deus existe ou não, quer jogar no plano científico (quando o correto seria o filosófico). Quando quer comentar a Bíblia (plano teológico), pergunta porque devemos acreditar que Deus existe (discussão no plano filosófico, que já deveria ter sido feita anteriormente à discussão da Bíblia). E por aí vai.
  • Ridicularização: quando falham todas as outras fraudes, o debatedor começa a te atacar pessoalmente ou mencionar seus argumentos e crenças de modo irônico. Mantenha uma postura firme, aponte o dedo e mostre a desonestidade cometida pelo outro. Se você for moderador da comunidade, aproveite para advertir ou até expulsar.
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