Técnica: Não se preocupe com ofensas do neo-ateísmo

Nessa técnica, o neo-ateu tenta disfaçar dizendo que “Não é importante rebater as mentiras e ofensas do neo-ateísmo” e que tudo é “perda de tempo”.

Evidentemente, isso é interessante para eles. Se existe um movimento militante, então a PRIMEIRA coisa que eles possivelmente iriam querer é RETIRAR a vontade de lutar do movimento que está sendo atacado.

É claro. Assim se facilita muito a coisa. O sujeito ataca, ataca, ataca e na hora da resposta, diz que é “perda de tempo” e que “não devemos dar bola para o neo-ateísmo”. Às vezes até lhe rotulam como “radical”.

Imagine que sua casa seja roubada todos os dias. Então você resolve contratar um segurança. O pilantra do ladrão vem e começa a lhe impor pressão psicológica: “Não contrate um segurança! É perda de tempo! Não se preocupe em ser roubado!”

Para cair nesse truque, é preciso ser muito ingênuo. Não há mais como aceitar uma ofensa ou mentira de bico-calado, seja no lugar que for.

Vejamos, por exemplo, o que alguém com comportamento neo-ateu disse em um tópico recente no orkut:

  • NEO-ATEU: Mas como a racionalidade não funciona direito no meio religioso, lá vamos nós, provarei agora A NÃO EXISTENCIA DE DEUS.

Vamos responder a altura ou simplesmente aceitar a difamação? Lembrando que esse forista acima também estava seguindo (de forma direta ou indireta) aquilo que Sam Harris pediu para ser feito:

Então, ridicularizão pública é um princípio. Uma vez que você deixa de lado o tabu que é criticar a fé e exige que as pessoas comecem a falar com sentido,então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas, fará nós começarmos a rir na cara das pessoas que acreditam aquilo que Tom DeLays, que Pat Robersons do mundo acreditam. Nós vamos rir deles de uma maneira que será sinônimo de excluí-los do nossos salões do poder. (Sam Harris, Truthdig interview, April 3, 2006)

Harris não deixa dúvida. Ele quer EXCLUIR os religiosos apenas por suas crenças, assim como tentou fazer quando Francis Collins foi indicado para o NIH (ver o link acima). Outro dos vários slogans neo-ateus de difamação:

  • NEO-ATEU: Pessoas boas fazem coisas boas. Pessoas más fazem coisas más. Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins, é preciso de religião.

Esse é mais uma das frases feitas altamente discrimanatórias. Primeiro, quer dizer que existem o mundo é dividido de forma simples em “pessoas boas” e “pessoas más” e só por causa da religião que é “bons fazem coisas más”? Aliás, esse próprio argumento já é um tiro no pé do neo-ateu. Se ele nega a existência de valores morais objetivos, sendo a moral subjetiva, então não há como dividir nada em “bom” ou “mal”. Esses conceitos são tão absolutos quanto querer dobrar à esquerda ou a direita. Só porque o costume de uma civilização é diferente do que eu quero fazer, não significa que eu estou “errado”. Só sou diferente, nada mais. Mas não há evidências de que existam pessoas “bonitinhas” que são boas e se pervetem para algo absolutamente mal (que só faz sentido dentro do teísmo) unicamente por causa da religião.

E eles se importam com isso?

Capaz.

O importante é fazer a PROPAGANDA anti-religiosa.

Talvez um ateu ou cristão manso queiram dizer que “devemos amar nossos inimigos”. Mas uma coisa é ser tolerante e paciente com a pessoa de forma pessoal. Outra é ser tolerante com suas MANIFESTAÇÕES de ataque a si e a terceiros. Como bem falou Olavo de Carvalho no texto Guerra Contra as Religiões:

Todas as organizações religiosas que não se mobilizarem para a defesa comum não só no campo midiático, mas no judicial, devem ser consideradas traidoras, colaboracionistas e vendidas ao inimigo. E não espanta que usem para legitimar sua covardia abominável o pretexto do perdão e da caridade, prostituindo o sentido da mensagem evangélica que manda cada um de nós perdoar as ofensas feitas a ele próprio, nunca pavonear-se de cristão mediante o expediente fácil de perdoar crimes cometidos contra terceiros, que aliás nunca lhe deram procuração para isso. Não é um discípulo de Jesus aquele que, vendo seu irmão ser esbofeteado, se apressa em cortejar o agressor ofecendo-lhe a outra face da vítima.

Não há justificativa. O cristão que aceita ele próprio e seus colegas serem humilhados está apenas justificando seu próprio masoquismo. O ambiente intelectual e as reações públicas já são, hoje, bastante hostis ao pensamento religioso e conservador. O humanismo revolucionário está tomando conta cada vez mais. Para um religioso, hoje, só dois caminhos que podem ser escolhidos:

  • (a) Reagir na guerra intelectual e dar uma resposta à altura, desmascarando as mentiras dos neo-ateus e impedindo o avanço da difamação;
  • (b) Não reagir e aceitar ser esmagado sem dó nem piedade;

É isso, apenas.

Não há outras opções.

Conclusão

O neo-ateísmo não é nada mais do que um braço da esquerda composto por uma militância anti-religiosa, que, segundo as palavras textuais do próprio Sam Harris, visa excluir a religião da discussão pública (exatamente a agenda esquerdista). O senso comum se reformula mesmo nas pequenas ações. Por isso, mesmo uma ofensa “bobinha” tem que ser respondida de imediato. Uma mentira que não é desmascarada sempre vai ficar valendo como verdade. É preciso recuperar o respeito aos religiosos. Pense bem: se as pessoas tivessem reagido à altura quando iniciou o antissemitismo ou o marxismo, quanta desgraça não teria sido poupada? Não deixe para seus filhos pagarem o preço no futuro.

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